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Almanaque do Leão do Bonfim
A terceira maior de Minas
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Introdução
Villa tem a 3ª maior torcida de Minas

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Depois de Cruzeiro e Atlético, e excetuando-se os clubes de outros Estados, pertence ao Leão do Bonfim a maior torcida de Minas. Esse dado, que confirma o enorme carisma do Villa Nova entre os torcedores mineiros e brasileiros, foi levantado pelo Datafolha e divulgado na edição de domingo, 13/01/2008, pelo jornal O Tempo, de Belo Horizonte, na página B3.

A pesquisa que apontou o time nova-limense como o terceiro mineiro mais bem-quisto no coração dos torcedores foi realizada entre os dias 26 e 29 de novembro de 2007. O levantamento ouviu 11.741 pessoas em 25 Estados brasileiros.

Em termos gerais, o Villa Nova, que completa 100 anos de fundação no dia 28 de junho de 2008, tem a 34ª maior torcida do Brasil e a 3ª em Minas Gerais, nesse caso excluindo as preferências pelos clubes de outras Unidades da Federação.

Segundo os números da pesquisa, o Leão do Bonfim está à frente de outros clubes tradicionais do futebol brasileiro, tais como CRB, CSA, Ponte Preta, América-RJ, Guarani-SP, América-MG, São Caetano, Juventude, Gama e Londrina, entre outros.

O América mineiro aparece na 41ª posição na pesquisa do Datafolha, bem distante do Villa Nova, ocupando a 4ª colocação entre as maiores torcidas de Minas Gerais, excluindo-se as agremiações de outros Estados. Nenhum outro time de Minas Gerais conseguiu citações que merecem registro na pesquisa.

Recorde de público

Em 22 de Junho de 2007, completou-se 10 anos da inesquecível final entre o Villa Nova 0 x 1 Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro de 1997. Foi naquele dia que houve o registro do Recorde de Público do Mineirão e que perdura até hoje.
A torcida do Villa e do Cruzeiro lotaram as arquibancadas do Estádio e bateram o Recorde de Público com 132.834 pessoas. Foi um recorde absoluto do “Gigante da Pampulha” que atualmente não comporta mais que 80 mil pessoas.

Este recorde, junto com a torcida do Cruzeiro, mostra a força da torcida villa-novense, considerada a maior do interior, que preencheu o lado esquerdo das cabines de rádio, o lado da lagoa do Mineirão. Estima-se que quase 20 mil torcedores do Leão estavam presentes na ocasião.
O Leão havia vencido a primeira partida da Final no Alçapão do Bonfim por 2×1 e precisava apenas do empate no segundo jogo no Mineirão. Nova Lima vivia uma grande expectativa pela conquista de mais um título mineiro após 46 anos. Porém, o Cruzeiro marcou no início do segundo tempo o único gol da partida e conquistou o Campeonato, marcando para sempre o nome dos dois clubes na história do Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão.

Reprodução de ficha do borderô da Ademg, inclusive com o nome do Villa Nova erroneamente descrito.

O jornalista e pesquisador Carlos Henrique Ribeiro, que por muitos anos trabalhou no Cruzeiro, lembra que o público derrubou todas as previsões da época.

“A começar pela própria diretoria cruzeirense que, na terça-feira, anunciou que haveria venda antecipada de ingressos somente a partir do sábado, na bilheteria 4 do Mineirão e na sede do clube. Os preços dos bilhetes, que estavam congelados desde 1995, não foram alterados nos quatro setores do estádio com a geral custando R$ 5, a arquibancada R$ 10, a cadeira de setor R$ 15 e a cadeira numerada R$ 20. Também foi mantida a entrada gratuita para as mulheres na geral e na arquibancada que o clube vinha promovendo, desde a partida das quartas-de-final da Libertadores contra o Grêmio e na partida da semifinal do Estadual contra o América“, relatou.
Ainda segundo Carlos Henrique, até a véspera da decisão, os jornais e emissoras de rádio e TV previam um público superior a 50 mil pagantes e a surpresa foi bem resumida pela matéria do jornal DIÁRIO DA TARDE: “nada menos de 132 mil pessoas proporcionaram um espetáculo que superou o próprio jogo e todas as expectativas. Durante a semana, a torcida cruzeirense esteve contida, numa demonstração de respeito ao adversário, embora não perdesse a confiança no título. Enquanto os villa-novenses anunciavam presença em grande número no Mineirão e pediam apoio a atleticanos e americanos, os azuis, silenciosamente, concentravam energias para sacudir o Mineirão na hora final“.

 
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